Começou a surgir nesse fim de semana a minha HQ mais longa, cheia de refêrencias e surpreendente. O título que você vê acima, ainda pode ser mudado, mas os dois nomes que o formam, serão esses mesmos. Cada um do seu devido protagonista.
Devido a essa epifania melancólica que começou a ser esboçado em Azu e Galáfos, "Bendito Fruto", que já começou a ser roteirizada, ficará em stand by por algum tempo. Mas tão logo eu termine a primeira parte dessa nova HQ, volto a produzi-la.
Azu e Galáfos será até o presente atual, a minha HQ mais trabalhosa e demorada a ser produzida. Prevejo mais de 150 páginas de história no mínimo, já que haverão dezenas de referências. Admito que estou com um certo receio. De verdade. Será arduo montar um mosaico de um milhão de peças. Muita coisa será mostrada e muitos leitores sequer verão. Pessoas que passarão pela rua, lugares visitados, situações vividas. Tudo isso, e muito mais, será demonstrado. Peço apenas paciência, pois será um processo duro pra mim.
Uma metaforização das nossas buscas internas que todos temos de uma forma ou de outra, por mais dolorida que seja e por mais que possamos pôr tudo a perder. Espere isso de Azu e Galáfos.
segunda-feira, 28 de março de 2011
sexta-feira, 18 de março de 2011
Primeiros passos em "Bendito Fruto"
Comecei ontem a noite a rabiscar um novo roteiro que batizei de Bendito Fruto. Nada definitivo, mas já deu pra ter uma base de como as coisas vão se dar.
O que divide as pessoas boas de se tornarem ruins? O processo pode ser desgastante e levar anos, mas também pode ser rápido e em pouco tempo não temos mais a bondade no coração. Não importa como se dê esse processo, se o estopim é um grande ou pequeno motivo. Todos nós andamos no fio da navalha diariamente, fazendo de tudo pra não sairmos do eixo moral que nos é imposto desde a infância.
Em Bendito Fruto, vou fazer algo que a tempos não fazia: Vou trabalhar com uma personagem única. Sem lidar com um protagonista por história. HQs curtas, provavelmente, que enfocarão vários momentos da vida de alguém (ainda não decidi o sexo), várias fases e comportamentos. Até chegar o momento que a pressão de uma vida será demais e essa personagem correrá o risco simples de explodir de forma definitiva.
A grande pergunta que girará em torno dessa HQ é: Vale a pena se segurar contra um mundo que não se segura contra você?
O que divide as pessoas boas de se tornarem ruins? O processo pode ser desgastante e levar anos, mas também pode ser rápido e em pouco tempo não temos mais a bondade no coração. Não importa como se dê esse processo, se o estopim é um grande ou pequeno motivo. Todos nós andamos no fio da navalha diariamente, fazendo de tudo pra não sairmos do eixo moral que nos é imposto desde a infância.
Em Bendito Fruto, vou fazer algo que a tempos não fazia: Vou trabalhar com uma personagem única. Sem lidar com um protagonista por história. HQs curtas, provavelmente, que enfocarão vários momentos da vida de alguém (ainda não decidi o sexo), várias fases e comportamentos. Até chegar o momento que a pressão de uma vida será demais e essa personagem correrá o risco simples de explodir de forma definitiva.
A grande pergunta que girará em torno dessa HQ é: Vale a pena se segurar contra um mundo que não se segura contra você?
quinta-feira, 17 de março de 2011
Inspirações de "Somos Apenas Lixo"
Me perguntaram na segunda feira agora (14/3/11) qual foi a minha inspiração pra começar S.A.L.
Sempre fui fascinado por vilões. Claro que cada fase da minha vida eu me interessava pelo tema de uma forma específica. Quando era mais novo, adorava o Doutor Octopus (vilão do Homem Aranha). quando cresci, me fascinei pelos vilões mutantes (X-men) e de toda a dualidade que traziam pelas questões da aceitação do diferente, ainda que a força.
Mas o tempo passou e cresci. Influências novas vieram e novas vertentes literárias surgiram. Comecei a me interessar por heróis também, mas nunca heróis 100% bons. Constantine, Juiz Dredd, Monstro do Pântano, Santo dos Assassinos... Essas personagens e mais algumas começaram a moldar meus desejos em relação a criação de personagens. Não eram heróis, mas também não eram vilões e isso me fascinava. A partir daí, sempre que roteirizava, colocava um defeitinho no meu protagonista, na busca de humanizá-lo.
Um dia, os defeitos das minhas personagens começaram a aumentar. Meus protagonistas costumavam ser mentirosos, ou com amoralidades sociais. Comecei a me preocupar com isso, afinal de contas, meus personagens estavam deixando de ser "vendáveis" e talvez ninguém se sentisse a vontade pra apostar em um material assim. Então pensei no trabalho que estava fazendo e a mensagem aos meus futuros leitores era clara: Todos são protagonistas de suas próprias histórias, sejam eles bons ou ruins.
Aos poucos esse trabalho foi tomando forma. A necessidade de fazer algo voltado aos vilões foi crescendo. E um dia tive a primeira e mais importante inspiração pra essa história. Um exemplo partindo de uma pessoa de idade que rasgou o ursinho que a filha havia ganho do namorado, por puro ciúmes. Por necessidade de exteriorizar essa ideia, acabei colocando ela no papel. Assim surgiu Somos Apenas Lixo, como uma espécie de desabafo sobre a maldade, ainda que na época, não existisse o título. Era apenas uma história.
Aos poucos a inspiração foi vindo de forma avassaladora. Um tempo depois, relendo a primeira edição de Balas Perdidas (publicado pela ViaLettera. Escrita e desenhada por David Lapham. Altamente recomendado), vi um pedaço em que uma criança execra a outra por causa da cor da pele. Relembrei que as crianças são sinceras e, as vezes, cruéis. Acabou saindo uma HQ curta (que nesse exato momento estou admirando a página 50% pronta pelo traço a lápis de Felipe França), que mostra como as crianças isolam aqueles que não são do agrado delas.
Logo em seguida, montei uma HQ sobre adultério, normalmente esse tema sempre tem algo novo pra se contar, de alguma forma diferente. A civilidade em um caso assim, nem sempre é fácil de manter. Mas em uma situação assim, quem é o vilão?
A história em seguida veio de uma inspiração inusitada: Pés. Algo que deixa muitas pessoas loucas de desejo. Mas como eu poderia criar uma vilania com um tema assim?
Eu me sentia bem porque as inspirações vinham de forma automática. Qualquer coisa virava uma HQ de SAL. Até um segredo revelado ganhou um roteiro. Esse caso foi mais particular, mas não muda o fato que usar meus próprios exemplos de vida como inspirações são algo estou aprendendo a fazer.
Depois disso, deu uma espécie de crise criativa. Não sabia o que fazer em relação a possíveis histórias e nem que tema abordar. Foi então que acabei presenciando uma situação de omissão. Percebi que as pessoas, na sua maioria, não se sentem bem agindo. Seja lá qual for o motivo, isso acontece. Percebi aí minha continuidade para SAL.
Comecei o 6º roteiro e foi mais fácil do que pensei. Um roteiro que tratava a omissão das pessoas. Aquele sentimento de "Vou fingir que não é comigo" prevaleceu na HQ. Os verdadeiros vilões nem sempre são quem parecem ser.
O 7º e último roteiro trata também de omissão, mas de uma forma mais disfarçada. Para bons entendedores poucas palavras bastam. Mas é algo duro de ler, pois todos nós já fizemos como as personagens dessa história.
SAL terá mais alguns detalhes após o término das 7 histórias. Mas isso só será revelado com o tempo.
Espero que vocês tenham gostado dessa divagação sobre como minhas inspirações se misturaram com a ideia de uma HQ sobre vilões do dia a dia. As coisas estão se encaminhando para que vocês tenham em mãos uma HQ com qualidade e com intenção clara de reflexão.
Abraços!
Sempre fui fascinado por vilões. Claro que cada fase da minha vida eu me interessava pelo tema de uma forma específica. Quando era mais novo, adorava o Doutor Octopus (vilão do Homem Aranha). quando cresci, me fascinei pelos vilões mutantes (X-men) e de toda a dualidade que traziam pelas questões da aceitação do diferente, ainda que a força.
Mas o tempo passou e cresci. Influências novas vieram e novas vertentes literárias surgiram. Comecei a me interessar por heróis também, mas nunca heróis 100% bons. Constantine, Juiz Dredd, Monstro do Pântano, Santo dos Assassinos... Essas personagens e mais algumas começaram a moldar meus desejos em relação a criação de personagens. Não eram heróis, mas também não eram vilões e isso me fascinava. A partir daí, sempre que roteirizava, colocava um defeitinho no meu protagonista, na busca de humanizá-lo.
Um dia, os defeitos das minhas personagens começaram a aumentar. Meus protagonistas costumavam ser mentirosos, ou com amoralidades sociais. Comecei a me preocupar com isso, afinal de contas, meus personagens estavam deixando de ser "vendáveis" e talvez ninguém se sentisse a vontade pra apostar em um material assim. Então pensei no trabalho que estava fazendo e a mensagem aos meus futuros leitores era clara: Todos são protagonistas de suas próprias histórias, sejam eles bons ou ruins.
Aos poucos esse trabalho foi tomando forma. A necessidade de fazer algo voltado aos vilões foi crescendo. E um dia tive a primeira e mais importante inspiração pra essa história. Um exemplo partindo de uma pessoa de idade que rasgou o ursinho que a filha havia ganho do namorado, por puro ciúmes. Por necessidade de exteriorizar essa ideia, acabei colocando ela no papel. Assim surgiu Somos Apenas Lixo, como uma espécie de desabafo sobre a maldade, ainda que na época, não existisse o título. Era apenas uma história.
Aos poucos a inspiração foi vindo de forma avassaladora. Um tempo depois, relendo a primeira edição de Balas Perdidas (publicado pela ViaLettera. Escrita e desenhada por David Lapham. Altamente recomendado), vi um pedaço em que uma criança execra a outra por causa da cor da pele. Relembrei que as crianças são sinceras e, as vezes, cruéis. Acabou saindo uma HQ curta (que nesse exato momento estou admirando a página 50% pronta pelo traço a lápis de Felipe França), que mostra como as crianças isolam aqueles que não são do agrado delas.
Logo em seguida, montei uma HQ sobre adultério, normalmente esse tema sempre tem algo novo pra se contar, de alguma forma diferente. A civilidade em um caso assim, nem sempre é fácil de manter. Mas em uma situação assim, quem é o vilão?
A história em seguida veio de uma inspiração inusitada: Pés. Algo que deixa muitas pessoas loucas de desejo. Mas como eu poderia criar uma vilania com um tema assim?
Eu me sentia bem porque as inspirações vinham de forma automática. Qualquer coisa virava uma HQ de SAL. Até um segredo revelado ganhou um roteiro. Esse caso foi mais particular, mas não muda o fato que usar meus próprios exemplos de vida como inspirações são algo estou aprendendo a fazer.
Depois disso, deu uma espécie de crise criativa. Não sabia o que fazer em relação a possíveis histórias e nem que tema abordar. Foi então que acabei presenciando uma situação de omissão. Percebi que as pessoas, na sua maioria, não se sentem bem agindo. Seja lá qual for o motivo, isso acontece. Percebi aí minha continuidade para SAL.
Comecei o 6º roteiro e foi mais fácil do que pensei. Um roteiro que tratava a omissão das pessoas. Aquele sentimento de "Vou fingir que não é comigo" prevaleceu na HQ. Os verdadeiros vilões nem sempre são quem parecem ser.
O 7º e último roteiro trata também de omissão, mas de uma forma mais disfarçada. Para bons entendedores poucas palavras bastam. Mas é algo duro de ler, pois todos nós já fizemos como as personagens dessa história.
SAL terá mais alguns detalhes após o término das 7 histórias. Mas isso só será revelado com o tempo.
Espero que vocês tenham gostado dessa divagação sobre como minhas inspirações se misturaram com a ideia de uma HQ sobre vilões do dia a dia. As coisas estão se encaminhando para que vocês tenham em mãos uma HQ com qualidade e com intenção clara de reflexão.
Abraços!
quinta-feira, 10 de março de 2011
O que esperar de "Somos Apenas Lixo"?
Esse post serve como resposta pública a uma pessoa próxima que me perguntou sobre o que esperar de SAL.
Somos Apenas Lixo tem a proposta de fazer as pessoas pensarem sobre si mesmas. Querem a verdade? Todos nós magoamos e somos magoados. Somos vítimas, mas também somos vilões. Podemos fingir que não. Podemos até fugir dessas indagações morais, mas essa é a verdade. Quero que o s leitores divaguem com SAL, pensem em suas próprias atitudes e talvez até se sintam enojados consigo mesmos. Mas reflexão é o fio condutor das minhas intenções com essas histórias. Mas também tem a proposta de ser uma boa HQ.
SAL propõe uma "troca" de situações, onde o leitor verá como é ser a antítese de personagens "bondosos". Mas não se engane, nem todos as vítimas de SAL são inocentes... Os personagens principais são os vilões do dia a dia com suas atitudes banais, mas que machucam os outros, de uma forma mais pesada ou de forma mais sutil. Vivemos em um mundo onde as pessoas esquecem dos sentimentos por conta da vida e seus momentos. SAL trata de pessoas que resolveram, por qualquer motivo, tomar uma atitude questionável. Algumas vezes veremos as consequências disso, em outras, o leitor será convidado a imaginar o que houve entre o fim da história e o desfecho final.
Mas de uma coisa vocês podem ter certeza: Somos Apenas Lixo é baseada em situações que realmente ocorreram e em pessoas capazes de fazer o que está nos roteiros. Pode parecer forte e pesado para alguns, mas esse é o mundo que vivemos.
Somos Apenas Lixo está sendo desenhado por Felipe França, um grande brother e baita desenhista. Ah tá!Ainda não conhece o trabalho desse cara? Entra lá no blog dele: http://ffsketch.blogspot.com/
Abraços!
Somos Apenas Lixo tem a proposta de fazer as pessoas pensarem sobre si mesmas. Querem a verdade? Todos nós magoamos e somos magoados. Somos vítimas, mas também somos vilões. Podemos fingir que não. Podemos até fugir dessas indagações morais, mas essa é a verdade. Quero que o s leitores divaguem com SAL, pensem em suas próprias atitudes e talvez até se sintam enojados consigo mesmos. Mas reflexão é o fio condutor das minhas intenções com essas histórias. Mas também tem a proposta de ser uma boa HQ.
SAL propõe uma "troca" de situações, onde o leitor verá como é ser a antítese de personagens "bondosos". Mas não se engane, nem todos as vítimas de SAL são inocentes... Os personagens principais são os vilões do dia a dia com suas atitudes banais, mas que machucam os outros, de uma forma mais pesada ou de forma mais sutil. Vivemos em um mundo onde as pessoas esquecem dos sentimentos por conta da vida e seus momentos. SAL trata de pessoas que resolveram, por qualquer motivo, tomar uma atitude questionável. Algumas vezes veremos as consequências disso, em outras, o leitor será convidado a imaginar o que houve entre o fim da história e o desfecho final.
Mas de uma coisa vocês podem ter certeza: Somos Apenas Lixo é baseada em situações que realmente ocorreram e em pessoas capazes de fazer o que está nos roteiros. Pode parecer forte e pesado para alguns, mas esse é o mundo que vivemos.
Somos Apenas Lixo está sendo desenhado por Felipe França, um grande brother e baita desenhista. Ah tá!Ainda não conhece o trabalho desse cara? Entra lá no blog dele: http://ffsketch.blogspot.com/
Abraços!
sábado, 5 de março de 2011
Decisões.... Simples assim.
Passei uns dias em off. Fiquei pensando no que fazer.
Somos Apenas Lixo está prestes a entrar em produção, tudo está se encaminhando. E agora a dúvida persiste: O que fazer no próximo passo?
A primeira opção para essa pergunta é Rena (Não sabem de quem eu falo? Pergunte ao Felipe França...rs). Ela tem uma história visceral e mostra como um meio violento pode alterar a mente de uma criança até ela virar o que se deseja dela. Rena é a cereja do meu bolo. É a HQ que vai fechar um ciclo da minha vida. Mas sei lá... SAL (Somos Apenas Lixo) ainda está mexendo comigo e sei que depois dos leitores terem folheado essa HQ, vai haver um retorno, mas não um retorno financeiro, não, não... não é isso que eu quero.
Eu quero fazer os leitores pensarem. Quero que as pessoas se enxerguem em cada personagem de SAL, sejam as personagens boas ou ruins. REFLETIR é o que eu proponho. Algo interno que nem sempre virá a tona, mas ainda assim, capaz de mudar o curso de uma vida. Pretensioso da minha parte, talvez. Mas sei que o esforço e a auto crítica que imputei a mim mesmo nesse período, será mostrada e compreendida.
Daqui poucos dias, vou fazer uma abordagem das temáticas de SAL. Será importante para mim dividir isso com vocês, meus caros e raros leitores.
Abraços a todos e não aprontem demais nesse carnaval, hein!?!
Somos Apenas Lixo está prestes a entrar em produção, tudo está se encaminhando. E agora a dúvida persiste: O que fazer no próximo passo?
A primeira opção para essa pergunta é Rena (Não sabem de quem eu falo? Pergunte ao Felipe França...rs). Ela tem uma história visceral e mostra como um meio violento pode alterar a mente de uma criança até ela virar o que se deseja dela. Rena é a cereja do meu bolo. É a HQ que vai fechar um ciclo da minha vida. Mas sei lá... SAL (Somos Apenas Lixo) ainda está mexendo comigo e sei que depois dos leitores terem folheado essa HQ, vai haver um retorno, mas não um retorno financeiro, não, não... não é isso que eu quero.
Eu quero fazer os leitores pensarem. Quero que as pessoas se enxerguem em cada personagem de SAL, sejam as personagens boas ou ruins. REFLETIR é o que eu proponho. Algo interno que nem sempre virá a tona, mas ainda assim, capaz de mudar o curso de uma vida. Pretensioso da minha parte, talvez. Mas sei que o esforço e a auto crítica que imputei a mim mesmo nesse período, será mostrada e compreendida.
Daqui poucos dias, vou fazer uma abordagem das temáticas de SAL. Será importante para mim dividir isso com vocês, meus caros e raros leitores.
Abraços a todos e não aprontem demais nesse carnaval, hein!?!
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